
A lição que recebemos das crianças, na qual o Cristo disse expressamente que elas eram os nossos mestres, parece ser a seguinte: enquanto o adulto desconfia e se retrai, a criança confia e se abandona. Lembro-me sempre da criança no útero que já sente o amor sem necessidade visual. No berço, ela acompanha tudo o que ocorre ao seu redor, se há alegria ou tristeza. Tudo sem ver. Assim é a fé que não precisa ver para crer que recebe amor, que Deus é amor.
A infância evangélica é a porta pela qual se entra, mas um fruto que se colhe só ao fim. E sem nenhum paradoxo, é quando se está mais abatido, doente, abandonado, é nesta hora que se sente mais perto de Deus. E que se entrega mais cegamente. São Paulo diz: “Eu me gloriarei da minha fraqueza...então a força de Cristo habita em mim..é quando estou mais fraco que me sinto mais forte”. É na experiência sempre desoladora da fraqueza que nós tomamos consciência que não se possui a força em si mesma , mas ela é proveniente de Deus.
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Foto de Krzysztof Tokarz